quinta-feira, novembro 23, 2017
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Cinco habilidades não tradicionais que valorizam um profissional de TI

Todos já ouvimos que o mundo precisa de mais profissionais de TI. Recente pesquisa da Forbes informa que mais de um milhão de postos de trabalho de cibersegurança existem em todo o mundo e mais de três milhões de vagas de TI não preenchidas.

Podem haver muitos empregos lá fora. Mas você precisa ter habilidades únicas para obtê-los, tais como:

Habilidades de TI não tradicionais

Ao longo dos anos, eu fiz muitos trabalhos para ensinar pessoas em tecnologias web, código aberto e segurança. Tenho notado que não importa o quão talentoso alguém é na formatação de dados HTML5, em transformar uma caixa de Linux e fornecer serviços de banco de dados consistentes ou em identificar o último ataque de negação de serviço, essas habilidades são de pouca utilidade, a menos que o especialista tenha algumas habilidades de negócios. Essas habilidades sim, são essenciais, mas são difíceis de aprender na sala de aula.

Eu estava conversando outro dia com Stephen Wright, diretor estadual para força de trabalho e desenvolvimento econômico no estado da Califórnia (EUA). Ele me contou que criou um projeto chamado Caminhos de Carreira. O projeto informa aos alunos o que eles precisam para obter habilidades de negócios. Algumas pessoas chamam de soft skills. Elas são tão vitais para o sucesso em TI como saber como funciona o TCP/IP. Essas habilidades incluem a resolução de problemas, redação eficaz, a capacidade de trabalhar criativamente em equipe e gerenciamento de projetos.

Wright sequer mencionou golfe como uma habilidade essencial. Sim, golfe. Por quê? Porque golfe é – pelo menos em teoria – uma forma de rede de pessoas que recebem conhecimento umas das outras. Comentei que gostaria de acrescentar caiaque e mergulho a essa lista, e ele me respondeu: você precisa encontrar maneiras de engajar as pessoas na redes apropriadas, juntamente com a aprendizagem de suas habilidades técnicas.

Tim Crothers, um associado de longa data que tem trabalhado na área de segurança há décadas, vem me falando sobre isso há anos: ele prefere contratar alguém que tem uma boa redação e que tem alguns princípios sólidos de negócio do que o guru de segurança que sabe tudo sobre o mais recente hack.

Crothers é um trabalhador da segurança altamente talentoso, mas ele valoriza mais habilidades não técnicas. Ele realmente não se importa onde as pessoas adquirem suas habilidades; seja por meio de um curso de quatro anos, em estágios ou em um treinamento no próprio ambiente de trabalho. Mas a chave é: as pessoas podem obter essas habilidades lentamente, ao longo do tempo.

Por isso, é cada vez mais comum para alguém que trabalha como gerente de departamento ou mesmo em uma rede de varejo ou numa loja de telefone celular, se tornar um verdadeiro guru de TI. Por quê? Porque essa pessoa de vendas de varejo irá rapidamente ganhar sabedoria em TI e em negócios. Combine isso com alguma educação formal e, antes que você perceba, essa pessoa será capaz de vender coisas, como complexas soluções hospedadas na nuvem.

Habilidades de TI híbridas

Cada vez mais, os profissionais interessados na conquista de um bom trabalho em TI precisam saber mais do que apenas TI. Eles precisam saber como a tecnologia mapeia as necessidades de negócios específicas, tais como serviços financeiros, cuidados de saúde, telecomunicações, serviços gerenciados e hospitalidade.

Sim, isso mesmo: para obter um desses um milhão de empregos de segurança cibernética ou três milhões de empregos de TI em todo o mundo, você precisa saber mais do que a linguagem perfeita (se é Ruby ou Python!), ou ter conhecimento da Deep Web. Você precisa saber sobre um mercado vertical chave. Por que alguém em TI deve saber algo sobre, por exemplo, gestão da cadeia de suprimentos? Porque essas habilidades híbridas irão colocá-lo na demanda de uma economia baseada no serviço, que valoriza a transferência segura de informações.

Você pode pensar que seu trabalho em um hospital, por exemplo, pode ter baixa remuneração e algo como um beco sem saída. Mas se você combinar esse conhecimento com uma especialização em TI, você agora é um trabalhador híbrido que pode oferecer vasta experiência.

Habilidades de TI adaptáveis

No mês de outubro passado, participei de um fórum sobre Cidades Inteligentes na conferência EMEA CompTIA, em Londres. Perguntei a uma das participantes sobre as tecnologias que lhe interessavam mais. Ela respondeu: “As coisas que aprendem”. Ela define tecnologia como “a capacidade de recolher informações e gerar mudanças de comportamento com base nessa informação”.

A TI adaptável tornou-se extremamente importante. Da adaptive security archtecture à tecnologia wearable, que pode sugerir como ela deve ser usada com base em seus hábitos de viagem, as chamadas coisas que aprendem começarão a dominar a nossa computação – e não a computação dominar nossas vidas. Mas, não vamos focar apenas nos aplicativos móveis e nos gadgets.

Em 2016, é importante para os analistas de segurança definirem as coisas que aprendem. Como? Por meio da aplicação de técnicas de análise de dados para a segurança. Agora, a indústria de segurança está interessada em tecnologias que têm a capacidade de se reconfigurar. Estas incluem detecção de intrusão e dispositivos de prevenção, firewalls etc.

Mas, o ponto-chave aqui é que o mundo precisa de profissionais de análise de segurança, que podem reunir dados não ordenados em toda a sua velocidade descontrolada e, em seguida, reduzir esse caos para passos de segurança acionáveis. Isto significa que a próxima tendência de segurança vai na direção de educar indivíduos, em como usar ferramentas sofisticadas de big data para identificar as lacunas de segurança e avançadas ameaças persistentes.

Habilidades de análise de dados mercantilizados

A Internet das coisas criou maiores implicações de segurança. Ela também vai exigir um monte de técnicos de análise de dados para configurar todas as mais recentes soluções tipo Hadoop. Ela também requer uma grande quantidade de pessoas que têm a capacidade de interpretar os dados que são coletados.

Os profissionais de análises de dados, de 2016 pra frente, não serão os que têm Ph.D.s em ciência da computação ou estatísticas. Eles serão todos os interessados em tendências e decisões baseadas em dados. Afinal, a força de trabalho é cada vez mais habitada por nativos digitais, que esperam a capacidade de reunir dados de grupos de Facebook e LinkedIn. Eles estão acostumados a ver o que está tendendo no Twitter.

Em 2015, tornou-se comum, a cada departamento de uma empresa, ter acesso instantâneo a TI por meio dos modelos as-a-service que foram introduzidos há quase dez anos. Mesmo que o big data tenha sido introduzido há apenas cinco anos, veremos que a partir de 2016, governos, empresas e organizações vão esperar que todos os seus trabalhadores entendam como usá-lo em uma base diária.

Como obter esse trabalho? Criatividade

As essenciais habilidades e tendências para 2016 não são simplesmente todas as novas tecnologias que continuam sendo inventadas e aplicadas. E sim, sobre como encontrar maneiras de aplicar todas estas novas tecnologias para nossas vidas e como fazemos negócios com elas. As pessoas que conseguirem fazer isso são as que irão conquistar esses empregos não preenchidos.

Então, claramente, precisamos de mais e melhores programadores de aplicativos móveis e mais criativos profissionais da Web e de segurança. Porém, o mais importante, precisamos de pessoas que têm a capacidade de mapear essas tecnologias para habilidades de negócios. Isto é o que significa criatividade, a partir deste ano.

*James Stanger é diretor sênior de desenvolvimento de produtos e competências de certificação da CompTIA.

 Créditos: http://computerworld.com.br/cinco-habilidades-nao-tradicionais-que-valorizam-um-profissional-de-ti

Sobre Diego Duarte

Diego Duarte Atua como coordenador de NOC, toca um violãozinho nas horas vagas e tenta eternamente entender o que o fez escolher TI

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